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20110321

Musicoterapia | Paralisia Cerebral

Para que Juan Alexander conseguisse captar e identificar diferentes sons em um mesmo ambiente, as sessões de musicoterapia oferecidas pelo Centro Integrado de Reabilitação (Ceir) foram triviais. Há dois anos, Juan faz tratamento na instituição e ilustra que, com o acompanhamento adequado, tanto dos profissionais quanto da família, é possível superar as limitações do corpo.

O garoto nasceu com paralisia cerebral, doença diagnosticada logo após o nascimento, definida por um conjunto de lesões no cérebro que comprometem seu desenvolvimento físico e visual. Juan possui hipersensibilidade a sons, e esse foi um dos principais aspectos trabalhados pelo setor da musicoterapia em seu tratamento.

É difícil de imaginar, mas em decorrência da hipersensibilidade auditiva, tarefas rotineiras de qualquer criança se tornavam complicadas na vida de Juan. Brincar, ir a festas de aniversário e até dar continuidade ao tratamento de reabilitação eram atividades que precisavam ser adaptadas por conta da sua alta percepção auditiva.

O menino faz parte do universo de milhares de pessoas beneficiadas pela iniciativa. Apenas no último mês de janeiro, o setor de musicoterapia realizou 222 atendimentos, entre crianças, jovens e adultos. Desde sua inauguração em abril de 2008, até janeiro deste ano, o CEIR já atingiu 152.838 atendimentos voltados à reabilitação física de pessoas com deficiência.

“O Juan chegou na musicoterapia encaminhado pela fisioterapia, já que durante as sessões do setor ele se assustava muito com qualquer tipo de som. Por conta da deficiência visual, a sua audição é muito aguçada. Trabalhei a aceitação de diversos sons, em diferentes situações”, explica a terapeuta do Ceir, Leila Sousa.

A linguagem da música como instrumento de reabilitação propiciou ao garoto novas experiências auditivas, reconhecimento e aceitação das mesmas. O processo de adaptação e reconhecimento de Juan foi paulatino. Durante o próprio tratamento, choros e reações de susto foram inevitáveis.

Com o objetivo de avaliar o resultado do trabalho, os musicoterapeutas do Ceir propuseram a realização da festa de aniversário do menino na própria instituição. Os amiguinhos, que também fazem reabilitação no Centro, os profissionais que acompanham Juan, e a família estavam presentes e, para ressaltar, fazendo muito barulho.

Fruto do tratamento, o comportamento de Juan foi de tranquilidade e diversão. “Em geral, a confirmação do desenvolvimento de Juan foi excepcional. O meu sentimento é de uma imensa satisfação, o Ceir mudou tudo, contribuiu muito para todos os setores da vida do Juan. Hoje ele consegue ficar em pé, comer com facilidade, ficar em ambientes com barulho, coisas que antes do tratamento eram impossíveis”, finaliza a mãe de Juan, Rejane da Silva.

Fonte:  © CidadeVerde.com

20090615

Dançar | Paralisia cerebral


Fonte: RTP
"Estima-se que, em Portugal, surjam, por ano, entre cento e cinquenta e duzentos novos casos de paralisia cerebral. Os números reais não são conhecidos, até porque há pais, que só procuram ajuda quando os filhos já têm idade avançada. Quem trabalha nas Associações de Paralisia Cerebral garante que, hoje em dia, a diferença já é melhor aceite, mas sublinha que ainda há um longo caminho a percorrer." (RTP | Dança pode ser usada como terapia nos casos de paralisia cerebral)

20090331

Terapia pela música | Música e Paralisia Cerebral

Terapia pela música | Revista Visão
"[...] Assim que entram na sala, ganham outro fôlego. Agarrados às cadeiras de rodas, os miúdos já sabem onde devem ficar durante a sessão. O mote é lançado pela terapeuta, que inicia os primeiros acordes da melodia Os Três Palhacinhos, que eles reconhecem igualmente através de pautas com imagens, afixadas nas paredes.
Ana Isabel, 13 anos, não tem atraso mental, mas a paralisia cerebral deixou-a sem coordenação dos membros e impossibilitada de falar. Embora não consiga seguir o ritmo na perfeição, acompanha a letra através dos desenhos e tecla os sons no órgão, graças a um capacete equipado com um ponteiro.
Atenta aos movimentos dos «protagonistas», Gabriela Rodriguez de Gil, argentina radicada em Portugal e há três anos a trabalhar no núcleo regional de Faro da Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral, vai orientando a sessão de musicoterapia que dura, em média, 45 minutos. [...]"
Fonte: Soares, Clara (2003). Terapia pela música. Visão, 17 de Abril, 130-131
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A música e a criança com Necessidades Educativas Especiais [PPT]

O desenvolvimento deste projecto (*) pretendeu trazer um contributo válido para a educação de crianças com Necessidades Educativas Especiais, em geral e, especialmente, a portadores de Paralisia Cerebral numa perspectiva de escola inclusiva, conceito este consagrado na Declaração de Salamanca (1994).
Azevedo, A. M. (2007) A Música, o Movimento e a Criança com Paralisia Cerebral: como intervir? Projecto elaborado no âmbito do Curso de especialização em Educação Especial: domínio cognitivo e motor. Escola Superior de Educação, Coimbra 2006/2007
(*) Nota: Esta apresentação faz parte de um trabalho mais abrangente que apresentarei parcialmente. Resultou de uma proposta de trabalho desenvolvida no âmbito de um curso de especialização em Educação Especial. Para qualquer informação mais detalhada, escreva para o e-mail abcdamusicoterapia@gmail.com. Obrigada.

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